Nova mudança de endereço do Blog do Julio Gomes

Caríssimos,

fiéis de verdade foram os que me acompanharam aqui, sem estar em nenhum grande portal da imprensa brasileira. Quero deixar um enorme, gigantesco, “muito obrigado”.

Parto para uma nova aventura, escrevendo no UOL, um veículo de massa. Não conseguirei responder aos comentários como antes, mas escreverei mais e teremos mais gente lendo meus pensamentos e análises do nosso futebol. O que é bom, muito bom!

A partir de maio de 2013, este blog, então, continua no seguinte endereço: blogdojuliogomes.blogosfera.uol.com.br

O post inicial por lá é esse aqui: http://blogdojuliogomes.blogosfera.uol.com.br/2013/05/24/orgulho-de-voltar-para-casa-e-la-se-vao-15-anos/

Grande abraço, me acompanhem por lá a partir de agora!

Atlético sai quase garantido de Tijuana, mas tem que esquecer desculpinhas e tirar lições

Em 1996, o Atlético Mineiro ganhou todos os jogos que disputou no Campeonato Brasileiro dentro do Mineirão. Todos, exceto um, o clássico contra o Cruzeiro – sem mandante e com estádio dividido, como era antigamente. Então, descontado o clássico, eram 100% de aproveitamento. Na semifinal do campeonato, bastava uma vitória por qualquer placar contra a Portuguesa para se classificar. Resultado? Empate.

Eu lembro disso, claro, porque sou lusitano e lembro de tudo o que aconteceu naquela Brasileirão de 96. Mas a história me veio à cabeça pela seguinte razão. O Atlético não pode achar que vai resolver tudo, sempre, em casa.

O Galo não foi campeão brasileiro no ano passado porque perdeu pontos demais fora de casa, enquanto o Fluminense fez tantos pontos dentro quanto fora. Isso geralmente é sintoma de falta de elenco. Para a atual temporada, o Atlético ampliou o elenco de forma inteligente, com jogadores experientes e competentes. No entanto, a dependência do Independência, perdoem o trocadilho, parece seguir a mesma.

atletico-cuca-preocupadoO Galo volta do México virtualmente classificado para as semifinais da Libertadores, mas por pouco não voltou virtualmente eliminado. E se Cuca e os jogadores acharem que isso só aconteceu por causa do tal gramado sintético, estão redondamente enganados.

É óbvio que o gramado é um fator. O campo atrapalha a troca de passes de quem tem a posse e atrapalha os defensores principalmente em lances que envolvam tempo de bola. Sim, há um tempo de adaptação.

Mas o fator primordial do catastrófico primeiro tempo foi tático. O Tijuana foi simplesmente um time melhor postado e organizado em campo do que o Atlético. O Galo era um time quebrado em campo, com quatro jogadores parados no ataque (Ronaldinho, Jô, Bernard e Tardelli) e seis atrás correndo atrás do adversário. A maioria das ações ofensivas do Tijuana tinham igualdade númerica, às vezes até superioridade: seis contra seis, sete contra seis.

Isso, no futebol de hoje, é suicídio. Contra o Tijuana, o Real Madrid ou a Portuguesa. O futebol é cada vez mais um jogo de superioridades em campo, e o Atlético aceitou passivamente o que ocorreu no primeiro tempo.

O gramado influenciou e a bola não chegou aos atacantes? Sim, pode ser. Mas então o Atlético precisava se adaptar taticamente a essa situação. Juntar mais jogadores, deixá-los mais próximos, abrir mão da tão usada bola longa e atuar de maneira diferente. Mais conservadora e segura, criando superioridades e não ficando submisso a ela.

Fiquei decepcionado com Cuca e o Atlético. Não é possível demorar 45 minutos para alterar o plano de jogo, isso precisa estar melhor mentalizado e treinado pelo time. O que mudou no segundo tempo? Será que o gramado artificial virou natural em um passe de mágica? Cresceu grama ali? Será que o intervalo foi o suficiente para os jogadores do Galo “se adaptarem”? Lógico que não.

O que mudou foi o time taticamente. Luan entrou no lugar de Bernard e passou a fechar as constantes subidas de Castillo, pela esquerda do ataque do Tijuana. Por ali, o time mexicano matou o Atlético no primeiro tempo, com constantes 2 contra 1 para cima de Marcos Rocha ou 3 contra 2 em cima dele e de Gilberto Silva.

Além disso, Tardelli, Jô e Ronaldinho se posicionaram mais recuados quando o time não tinha a bola. Ou seja, se aproximaram dos outros jogadores e passaram a receber os passes que o gramado (ou o posicionamento??) não permitia que fossem realizados no primeiro tempo. Também sem a bola, o time se adiantou e dificultou a saída de jogo do Tijuana.

Isso tudo demorou 10 minutos para se encaixar no segundo tempo. E, após uma hora de jogo, o Tijuana vencia por 2 a 0, fora o baile. Vejam que perigo. O tempo todo que o Atlético demorou para se acostumar com o gramado (ou seria para se ajustar taticamente em campo??) foi suficiente para o time ficar contra a parede.

O 2 a 0 seria reversível no Independência? Sim, seria. Mas tudo ficaria absolutamente complicado em caso de um gol do Tijuana, e um gol sempre pode sair de qualquer maneira em um jogo de futebol. Inclusive em…. Tijuana! Foi assim, em um lance fortuito, que o Galo chegou ao que eu considero o gol da classificação. Uma cobrança de escanteio de Ronaldinho que nem foi tão boa assim. Mas a lambança de dois zagueiros mais goleiro fizeram a bola sobrar limpa para Tardelli.

O jogo já havia mudado taticamente, e a partir dali mudou também emocionalmente. Ali, convenhamos, a eliminatória acabou. Porque para o Tijuana era importante vencer e não levar gol. Para o Galo, era importante fazer um, mesmo que perdendo. Um jogo que podia estar 3 ou 4 a 0 para os mexicanos ficou, de repente, 2 a 1.

Depois veio o gol de Luan, justo prêmio para o jogador que se sacrificou pelo time, correu pelos quatro do ataque e ajustou as coisas para o Galo. Detalhe do gol: o gramado traiu o jogador do Tijuana, que deu uma furada bizarra no lance. Se fosse o Rever a dar aquela furada, muitos estariam falando do maldito gramado sintético dos cachorros tequileiros de Tijuana. Como foi o zagueiro deles, melhor a gente mudar de assunto e falar do belo choro de Luan na comemoração.

Atenção, Galo. Jogadores, Cuca, torcedores. Falar de gramado é simplista e enganoso. O Atlético fez um jogo ruim que poderia ter comprometido todo o torneio. Precisa ter opções, alternativas de jogo para situações diferentes, como foi essa. E precisa reagir mais rapidamente às adversidades.

É bom não contar sempre com o tal horto. Tal qual 1996, não se ganha sempre e na hora que quiser.

Após os deprimentes Estaduais, o (meu) calendário ideal para o futebol brasileiro

Amigos, sou dos tempos, nem tão antigos, de Estaduais fantásticos, emocionantes e importantes. O futebol brasileiro era dividido em dois, um semestre do Brasileirão, outro para os Estaduais. Mas outros campeonatos foram surgindo, a Libertadores virou uma obsessão coletiva, e os torneios locais foram perdendo espaço. É urgente urgentíssimo mudar o calendário do futebol brasileiro.

calendario-bolaMuita gente fala isso há tempos. Mas parece que só agora a ficha está começando a cair para torcedores e dirigentes. O Paulistão teve uma semifinal entre ninguém menos que São Paulo e Corinthians com só metade dos ingressos vendidos. Ontem, não teve festa na Avenida Paulista para o título do Corinthians, um time que não deu a mínima para o campeonato, jogou quatro partidas na fase final e levantou a taça. A verdade é que ninguém estava nem aí (exceto os profissionais envolvidos, logicamente).

Em centros menores, ser campeão estadual já não tem o mesmo peso de outrora. O torcedor de um time do Nordeste já sabe que ganhar seu torneio local não quer dizer nada – desde que o Brasileiro virou um torneio de pontos corridos, dá para contar nos dedos de uma mão os times nordestinos que ficaram entre os 10 primeiros.

Estou, neste post, sugerindo um calendário para o futebol brasileiro. Não fiz estudo algum, coisa que deveria ser feita por quem realmente tem poder para fazer o calendário. Jogo minha ideia na mesa e dou a cara para bater. Critiquem, comentem, cornetem, elogiem. Só peço uma coisa. Não pense em seu time, pense no todo.

Com esse calendário, tento ajudar times grandes, médios e pequenos. Os grandes precisam dos médios e pequenos, não adianta achar que o fim desses clubes é a solução. Os médios e pequenos precisam dos grandes, mas não podem viver deles em uma relação parasita.

Sou contrário ao fim dos Estaduais, mas eles precisam ser menores, mais dinâmicos e precisam de uma razão de ser. Eu colocaria o Brasileirão de janeiro a agosto, assim ele não seria afetado pelas janelas europeias de transferência. Meu Brasileirão teria os dois campeões dos turnos mais dois times jogando semifinais e final. Mas isso é detalhe. Mesmo que ele siga em formato de pontos corridos, o calendário seria o mesmo.

Proponho uma Série C regionalizada, para diminuir custos. Sem rebaixamento. Quem subir da Série C para a Série B, subiu. Quem não subiu, só disputa de novo a Série C no ano seguinte se conseguir a classificação via Estaduais – estes são disputados durante o ano todo e recebem os times “grandes” só em setembro, outubro e novembro (como classificatórios para a Série C, eles teriam função de quarta divisão). Na mesma época, serão disputadas as fases finais da Copa do Brasil, deixando o calendário bastante interessante nessa parte do ano.

Enfim. Percam 10 minutos e leiam minhas ideias abaixo. Se eu fosse presidente da CBF, juntaria os clubes e tentaria convencê-los deste calendário. Pelo bem de todos. Responderei a todos os comentários com ideias para melhorar essa proposta!

JANEIRO
- Pré-temporada
- Jogos e torneios de pré-temporada (TV pode mostrá-los para ocupar a grade)
- Convites para times europeus virem ao Brasil treinar e jogar
- Copa SP de juniores

FEVEREIRO
- Brasileiro A
- Brasileiro B
- Brasileiro C
- Libertadores
- Estaduais (sem times das Séries A, B, C)

MARÇO
- Brasileiro A
- Brasileiro B
- Brasileiro C
- Copa do Brasil (sem times da Libertadores)
- Libertadores
- Estaduais (sem times das Séries A, B, C)

ABRIL
- Brasileiro A
- Brasileiro B
- Brasileiro C
- Copa do Brasil (sem times da Libertadores)
- Libertadores
- Estaduais (sem times das Séries A, B, C)

MAIO
- Brasileiro A
- Brasileiro B
- Brasileiro C
- Copa do Brasil (sem times da Libertadores)
- Libertadores
- Estaduais (sem times das Séries A, B, C)

JUNHO
- Brasileiro A
- Brasileiro B
- Brasileiro C
- Copa do Brasil (sem times da Libertadores)
- Libertadores
- Estaduais (sem times das Séries A, B, C)

JULHO
- Brasileiro A
- Brasileiro B
- Brasileiro C
- Estaduais (sem times das Séries A, B, C)

AGOSTO
- Brasileiro A (finais)
- Brasileiro B (quadrangular de acesso)
- Brasileiro C
- Sul-Americana (eliminatórias entre brasileiros)

SETEMBRO
- Estaduais (só fim de semana)
- Copa do Brasil (Quarta fase e oitavas)
- Sul-Americana

OUTUBRO
- Estaduais (só fim de semana)
- Copa do Brasil (quartas e semifinais)
- Sul-Americana

NOVEMBRO
- Estaduais (só fim de semana)
- Copa do Brasil (final)
- Sul-Americana

DEZEMBRO
- Férias
- Final Sul-Americana (se alguém chegar)
- Final Mundial (se alguém chegar)

Série A
- Última semana de janeiro até a primeira semana de agosto (28 semanas)
- pontos corridos (como hoje) ou dois campeões de turno + 2 melhores times por índice fazem semi e final em agosto (se o mesmo time ganhar os dois turnos, leva a taça)
- quatro primeiros vão para a Libertadores (somando os pontos dos dois turnos, independente de quem seja campeão, vice, etc); 5o a 12o na Sul-Americana
- dois últimos colocados caem direto para a Série B
- 17o e 18o jogam quadrangular com 3o e 4o da Série B
- Total de 38 ou 42 datas para título, 44 para rebaixamento

Série B
- pontos corridos
- dois primeiros sobem, 3o e 4o jogam quadrangular de acesso com times da Série A
- quatro últimos caem e jogam a Série C necessariamente no ano seguinte
- Total de 38 datas (44 datas para terceiro e quarto colocados em busca do acesso)

Série C
- 8 grupos regionais de 10 times, divididos assim:
- Grupo Sul (4 RS, 3 SC, 3 PR)
- Grupo Paulista (10 SP)
- Grupo Sudeste (4 RJ, 4 MG, 2 ES)
- Grupo Centro-Oeste (2 GO, 2 DF, 2 TO, 2 MT, 2 MS)
- Grupo Norte (3 AM, 3 PA, 1 RO, 1 RR, 1 AC, 1 AP)
- Grupo Nordeste 1 (4 CE, 3 MA, 3 PI)
- Grupo Nordeste 2 (4 PE, 3 RN, 3 PB)
- Grupo Nordeste 3 (4 BA, 3 SE, 3 AL)

- Após 9 rodadas, somente 1 turno, classificam-se os 2 primeiros. Os eliminados “caem” para seus estaduais, que terão começado em fevereiro
- Com os 16 classificados, formam-se 2 octogonais, Norte e Sul
- Jogos em turno e returno dentro dos octogonais (14 rodadas)
- Dois primeiros de cada octogonal sobem para a Série B e fazem semifinal e final entre eles para definir o campeão da Série C
- Não há rebaixamento na Série C, pois os Estaduais são classificatórios para a Série C seguinte (ou seja, mesmo quem for bem na Série C, caso não suba para a Série B, precisará garantir, via Estadual, a presença no torneio no ano seguinte)
- Total de 27 datas para título

Copa do Brasil
- participação dos 120 times das Séries A, B e C
- Modelo igual ao da Copa da Inglaterra. Em todas as fases, os confrontos e o mando de campo são definidos por sorteio puro. Quem ganhar, passa. Se houver empate, joga-se uma segunda partida na casa do outro time. Novo empate, pênaltis. Não há chaveamento, há sorteio aberto antes de cada fase.

Hipótese 1: Se um time brasileiro não tiver ganhado Libertadores anterior:
- além dos 120 já citados, outros 101 times vêm dos Estaduais do ano anterior
- 4 melhores dos 20 Estaduais de melhor coeficiente CBF
- 3 melhores dos outros 7 Estaduais
(esses 101, sempre times que não estejam nas Séries A, B e C)

- Primeira fase com 216 times, 108 jogos. Sorteio puro de duelos e mandos, jogo único. Se empatar, volta no campo do outro time. Outro empate, pénaltis (modelo Copa da Inglaterra)
- Segunda fase com 108 times, 54 jogos.
- Terceira fase com 54 times, 27 jogos.
- Quarta fase com 32 times (27 classificados mais os 5 da Libertadores).
- Oitavas, quartas e semifinais sempre no mesmo modelo. Final no dia 15 de novembro, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília.
- Total de 14 datas mais a final

Hipótese 2: Se time brasileiro tiver ganhado Libertadores anterior:
- mais 94 times vêm dos estaduais do ano anterior
- 4 melhores dos 13 Estaduais de melhor ranking CBF
- 3 melhores dos outros 14 Estaduais
(esses 94, sempre times que não estejam nas Séries A, B e C)

- Primeira fase com 208 times, 104 jogos. Sorteio puro de duelos e mandos, jogo único. Se empatar, volta no campo do outro time. Outro empate, pénaltis (modelo Copa da Inglaterra)
- Segunda fase com 104 times, 52 jogos.
- Terceira fase com 52 times, 26 jogos.
- Quarta fase com 32 times (26 classificados mais os 6 da Libertadores).
- Oitavas, quartas e semifinais sempre no mesmo modelo. Final no dia 15 de novembro, em Brasília.
- Total de 14 datas mais a final (6 datas no primeiro semestre, 8 no segundo)

Estaduais
- Em fevereiro, começam a disputa somente os times que não estiverem nas Séries A, B e C do Brasileiro
- Em março ou abril, entram no torneio os times eliminados na primeira fase da Série C

- Disputados entre fevereiro e agosto, são torneios classificatórios para as fases finais dos Estaduais, movimentando times de todo o Brasil ao longo do ano. O rebaixamento para a segunda divisão regional ocorrerá nessa época do ano. Sim, eles ganharão uma conotação de futebol amador, local, atraindo o público de suas cidades em busca do sonho de chegar às divisões nacionais.

- Fases finais dos Estaduais, em setembro, outubro e novembro, jogadas apenas aos fins de semana, em 12 datas (no máximo)
- Times que estiverem nas Séries A, B e C do Brasileiro entram nas fases finais dos Estaduais sem poderem ser rebaixados localmente, pois já terão entrado nas fases finais
- X times de cada Estado, que não estiverem nas Séries A e B, se classificam para a Série C do ano seguinte. Ou seja, é o resultado final dos Estaduais que define quem joga a Série C seguinte
- Y times de cada Estado podem garantir vaga na Copa do Brasil, mesmo sem se garantir na Série C

VANTAGENS
- Janelas de transferência de janeiro e agosto nos extremos do Brasileiro, sem prejudicar o campeonato
- Times só deixarão Brasileiro de lado se estiverem nas finais da Libertadores, já passada a primeira metade do campeonato
- Todos os times fazem pré-temporada completa em janeiro (TV tem amistosos e Copa SP para passar)
- CBF + cotas de TV pagam viagens dos times da Série C também, é necessária a criação de um fundo que viabilize a terceira divisão nacional
- Entre setembro e novembro, Copa do Brasil estará em seus momentos decisivos
- Estaduais ganham prioridade dos clubes grandes que não estiverem na Copa do Brasil e/ou Sul-Americana
- Brasileiro que estiver no Mundial abre mão de um Estadual, no máximo, e não de todo um Campeonato Brasileiro

12 times grandes do Brasil:
- Jogam Brasileiro e Libertadores (ou Copa do Brasil) até o fim de julho
- Em agosto, podem fazer amistosos no exterior e ganhar dinheiro em excursões, caso não estejam nas finais do Brasileiro
- Entre setembro e novembro, podem estar nas finais da Copa do Brasil, na Sul-Americana e Estaduais
- Ou podem estar somente nos Estaduais, dando valor ao torneio e “salvando” o ano

Times grandes em seus Estados, médios nacionalmente:
- Com formato diferente do Brasileiro, tem uma pequena chance de chegar ao título (hoje, a chance é zero)
- Um Estadual no fim do ano pode ter efeito positivo, após ano em competitividade nacional
- Tem chance maior de título na Copa do Brasil, com jogos únicos e sorteio puro, podendo chegar à Libertadores por este caminho
- Precisa valorizar Estadual, caso não esteja nas Séries A e B (para se garantir na Série C e na Copa do Brasil)

Times pequenos
- Mesmo se não estiverem nas Séries A, B e C nacionais, estarão em ação ano inteiro
- Sempre há objetivo importante, que é se classificar, via Estadual, para Série C e/ou Copa do Brasil
- Na Copa do Brasil, pode enfrentar os grandes dependendo do sorteio
- Se fizer Estadual bacana ao longo do ano, pode jogar contra time grande local nas finais do Estadual

 

Não era mesmo a Libertadores do Corinthians

Em termos orçamentários, o futebol brasileiro hoje está para o sul-americano como o Corinthians está para a Portuguesa. É muito, mas muito, mas muito dinheiro a mais. No futebol paulista, especificamente, ainda mais. É dinheiro de TV, é público no estádio (pagando caro), é venda de produtos.

É algo para se pensar. Corinthians, São Paulo e Palmeiras não passaram das oitavas de final da Libertadores. Não gosto de analisar futebol por resultados e não estou fazendo uma análise sobre a queda do trio-de-ferro. Apenas levantando essa bola. Continue lendo «Não era mesmo a Libertadores do Corinthians»

Klinsmann visita CT do São Paulo na Barra Funda. Americans in town??

Muita gente noticiou a presença de Jurgen Klinsmann na partida de terça entre Palmeiras e Tijuana. Ele foi lá ver alguns jogadores do Tijuana, já que o alemão é o atual técnico da seleção norte-americana de futebol. Mas essa não foi a única razão da visita ao Brasil. Continue lendo «Klinsmann visita CT do São Paulo na Barra Funda. Americans in town??»